segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O segredo dos Amish



Tecnologia de ponta, tratores de última geração, semeadoras pneumáticas, sementes geneticamente modificadas ou GPS. Nada disso, os fazendeiros Amish nos EUA não utilizam nada disso. 

Amish é um grupo cristão anabatista que vivem nos EUA e no Canadá, especialmente no estado da Pennsylvania. Apesar de serem pouco conhecidos, os Amish são aqueles da aveia Quaker. Com certeza todos já viram aquele homem do logo da marca. Eles são conhecidos por serem extremamente conservadores. Usam pouquíssima tecnologia (inclusive telefones e automóveis). Suas roupas são simples e todas parecidas tecidas pela própria comunidade. Suas casas são construídas por todos, eles não contratam empreiteiras (no máximo compram material de construção).

Na agricultura também deixam a tecnologia de lado. Até pode parecer que eles vão na contramão da agricultura moderna por não utilizar equipamentos de ultima direção, as cultivares mais recentes lançadas no mercado ou até fertilizantes químicos.

O principal objetivo é nutrir as necessidades da comunidade, depois o que é excedente eles comercializam. Para isso não é necessário obter produtividade exorbitante, nem colocar toneladas de adubo químico ou comprar os melhores híbridos no mercado. Basta usar as variedades crioulas das quais eles mesmo produzem as sementes e usar adubos orgânicos como o esterco.

Qual a vantagem de usar tração animal ao invés de investir em maquinário agrícola?
Os Amish não têm pretensões de ter milhares de hectares para plantar, apenas precisam do necessário para a comunidade. Tudo é focado em manter as estruturas e os valores dessa comunidade. Então comprar maquinário é apenas oneroso financeiramente, deixa de ser investimento e passa a ser prejuízo.

Do ponto de vista administrativo a visão deles é muito interessante. Os próprios colonos cultivam sua produção agropecuária. Utilizam apenas tração animal, variedades resistentes a pragas e doenças. Não gastam dinheiro com óleo diesel e manutenção de equipamentos. Também não tem que comprar defensivos. Consequentemente, o custo de produção é muito baixo.

Considerando que eles produzem o suficiente para subsistência de uma maneira sustentável e o excedente é comercializado, por ter um custo de produção baixíssimo, a margem de lucro obtido é tremenda.

Não é necessário seguir um modelo de produção como o Amish, mas também não é necessário ter equipamentos de última tecnologia como os grandes produtores de grãos. Cada sítio, cada fazenda ou cada chácara tem sua peculiaridade. Não adianta gastar de maneira exorbitante em tecnologia de ponta se a propriedade não tem características suficientes para que o lucro consiga pagar o investimento feito.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ao bom entendedor meia palavra não basta

Hoje fujo um pouco do campo, mas nem tanto. O assunto é algo diretamente ligado ao sucesso ou não de uma empresa. A comunicação é algo muito importante no ambiente pessoal e talvez ainda mais no ambiente profissional.

Boa comunicação faz com que os objetivos sejam atingidos, metas sejam alcançadas e trabalhos sejam executados completamente. É um erro comum ouvirmos metade de uma frase e já partir para a sua conclusão, isso faz com que erros sejam cometidos.

Usando um telejornal como exemplo. Uma notícia é veiculada assim “ajuda à África mata...” e já partimos para a conclusão, “Como assim? Essas pessoas matando, que vergonha!” ou “Que tragédia! Como deixaram isso acontecer?”. A verdade é que a notícia ainda não havia terminado, mas a tendência é de ouvir apenas metade e já partir para a conclusão.

Um erro, pois a notícia original era “ajuda à África mata a fome de 1 milhão de pessoas!”.

A comunicação entre chefes e subordinados tem que ser muito eficaz. Se queremos que algo aconteça na empresa devemos ser muito claros no que estamos para falar. Se queremos fazer um trabalho bem feito devemos ouvir as ordens, sugestões ou críticas na íntegra antes de agir.

Não é fácil receber especialmente críticas, mesmo quando feita de uma maneira boa. Deve-se, sempre que possível, manter a mente mais aberta possível e, às vezes, simplesmente ouvir, mesmo quando é algo que sabemos. Pode ser que há um detalhe ou outro que nós não sabemos ou nos atentamos.

Para ser compreendido é necessário falar as coisas com clareza, sempre em um tom de voz calmo e sereno. Ninguém consegue apresentar seu ponto de vista no grito. Isso é muito importante quando for reportar a algum superior ou colega algo importante.

Podemos ver de um modo muito comum ver as empresas enchendo a boca para falar que tem planejamento, mas a comunicação interna da empresa é falha. Tarefas só serão executadas de maneira correta se a comunicação for 100% eficaz.

A teoria da comunicação eficaz é muito simples, a aplicação prática dela extremamente difícil. Depende do emissor se comunicar bem e do receptor receber essa mensagem íntegra, já são 2 fatores logo ali. Além desses 2 fatores, há fatores externos que podem interferir. Para termos uma empresa de sucesso, para sermos profissionais bem sucedidos, para sermos melhores filhos, amigos, parceiros e etc. devemos focar em reproduzirmos corretamente a mensagem e receber integralmente a mensagem.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O gigante não tão adormecido

Quando estamos em uma roda de amigos ou de discussão existe uma visão que o Brasil é um país de retrocessos, que nada funciona, que tudo é muito difícil. E até certo ponto chega a ser verdade. Sempre dizem que é o gigante adormecido.

Nossa economia tem seus erros, especialmente quanto à quantidade de impostos que se paga para ter uma atividade econômica e trazer benefícios para o Brasil.

A burocracia também ocupa uma parcela grande de culpa no pensamento apresentado. Tudo é tão demorado, tudo é tão difícil de obter. Mas, pensando bem, todos os países latinos tem muita burocracia. É algo cultural, que vem desde a Roma antiga que tudo precisa de formalidades, papéis, etc.

Apesar disso tudo, o Brasil não é tão retrógrado assim. Temos muitas empresas de muito sucesso, temos setores que são referência no mundo.

Se analisarmos, a Petrobrás é uma das maiores empresas do setor no mundo, assim como a Vale, o grupo EBX, JBS, BRF e Inbev. Esse último acaba de adquirir o Ketchup mais vendido dos EUA, a Heinz, e já havia adquirido, pelo menos em parte, a Budweiser e o Burguer King.

Todas essas empresas são nacionais ou tem participação brasileira. O grupo Maggi, e o grupo El Tejar são os maiores produtores de soja do mundo. O primeiro é brasileiro, o segundo tem a produção em solo brasileiro.

Dentre todas as empresas mencionadas, apenas Petrobrás, Vale e o Grupo EBX não tem participação no setor agropecuário.  Os outros são ligados ao setor, seja diretamente na produção ou na parte de alimentos.

O país com maior vocação agrícola é o Brasil, não há outro país que tenha o potencial de produção que o nosso país tem.
Laranja, soja, milho, cana-de-açucar, café, carnes e outros, são os principais produtos brasileiros que fazem com que o país seja reconhecidamente um dos maiores e melhores produtores mundiais. 

Depois de safras recordes de milho, existe a expectativa do USDA que o Brasil deve passar a ser o maior exportador de milho no mundo. Pela grande produção e uma demanda não tão grande no mercado interno possibilitam que o país assuma essa posição, mesmo que a expectativa que isso seja algo provisório e os EUA devem voltar ao posto de número 1.

Nosso país demonstra cada vez mais que a agropecuária é o presente e o futuro do nosso país. Podemos nos orgulhar desse setor no Brasil e começarmos a olhar com bons olhos o mundo rural brasileiro.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A tecnologia que chega ao campo

Foi se o tempo em que o produtor rural brasileiro era visto como desatualizado, como alguém que não sabe o que acontece no mundo porque passa o tempo todo na fazenda e não tem comunicação com a vida urbana.

Com o fácil acesso a um computador, uma televisão por satélite e internet (mesmo com pouca qualidade) fazem com que o produtor esteja inserido no mundo.

Na verdade, hoje o campo vive com muita tecnologia de ponta. O GPS é uma realidade nas lavouras, onde a área é mapeada para diversos fins, seja para saber quanto produziu, seja para a aplicação de defensivos agrícolas ou para a fertilização de solo, além de outros usos.

A genética é algo também muito presente. Os trabalhos de melhoramento genético do rebanho e das culturas têm sido notáveis. O uso de híbridos e de transgênicos é comum nas fazendas. As florestas de eucaliptos usam muito árvores clones, ou seja, com as mesmas características genéticas. Isso é feito para que a floresta tenha as características desejadas para os devidos fins.

Os tratores hoje em dia são muito diferentes dos de 10, 15 anos atrás. Eles têm várias funções no computador de bordo, tem piloto automático, ar-condicionado. Hoje é muito confortável para o operador. Além de tudo, o trator, a colhedora ou pulverizador passam todas as informações das operações e assim tem um excelente controle sobre o que está acontecendo.

De um modo geral, uma semente com mais qualidade, entenda-se melhor genética, exige mais cuidados. Qualquer deslize pode significar um prejuízo grande ao produtor, já que quanto mais qualidade maior é o custo de produção.

Com essa realidade, é possível observar que há produtores querem comprar os produtos com a maior qualidade para uma produção melhor, mas não dispõem da tecnologia necessária para que esse produto produza o máximo, correndo o risco de prejuízos.

É importante que toda área de produção tenha um profissional capacitado, seja Engenheiro Agrônomo, Médico Veterinário, Zootecnista ou Engenheiro Florestal acompanhando as atividades para que ele possa auxiliar no planejamento, execução e acompanhamento da produção.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Intercâmbio: fazer ou não?

Por ter passado muito tempo trabalhando no meio de intercâmbios, especificamente intercâmbios agrícolas, escrevo hoje algumas dicas sobre o assunto.

Ouvimos muitas vezes que o mercado de trabalho procura pessoas que tem vivência internacional e inglês avançado ou fluente. Isso é verdade, mas é necessário, antes de escolher o programa, saber algumas coisas.

A primeira coisa que é necessária saber é que a pessoa estará imersa em uma sociedade e cultura totalmente diferente daquela que está acostumado. Essa adaptação é muito difícil e exige paciência e muita, mas muita determinação.

É normal sentir saudade da família, dos amigos, das próprias coisas, da comida de casa e do “calor” do povo brasileiro.

A segunda questão a ser avaliada é procurar um programa que atenda às necessidades e às expectativas geradas.

Existem inúmeras opções para intercâmbio a serem escolhidas, mas é necessário que o interessado saiba muito bem qual é seu perfil e seu objetivo com essa viagem para não ter decepções.

Se você gostaria de aprender inglês, coloque isso como o principal foco, não escolha um programa do tipo “work & travel” ou estágios. Evite, se possível, as escolas “mais baratas” e os principais destinos de brasileiros. Lembre que o seu foco é aprender inglês, então tente se distanciar ao máximo do português e a qualidade da escola reflete muito no aprendizado. É importante que você já saiba qual o nível do seu inglês antes de viajar. Cursos preparatórios para exames de proficiência são muito indicados pra fazer no exterior.

A opção de estágios ou “work & travel” são muito boas para quem quer vivenciar o mercado de trabalho no exterior ou, no caso do work & travel, fazer um pequeno pé de meia. Não se iluda que vai voltar falando inglês super bem que isso não acontecerá. Você estará focado em trabalhar, normalmente convivendo com outros estrangeiros e estará cansado. O inglês melhora, mas não é um salto na qualidade do idioma não.

Agora, se sua opção é apenas ter uma experiência no exterior, curtir o país ou simplesmente vivenciar a cultura a opção mais indicada são as escolas que oferecem muitas atividades ao ar livre, ou estar em um país que permite trabalhar enquanto estuda e poderá procurar trabalhos em áreas que tenha bastante contato com pessoas, como restaurantes, lojas, etc.

Quando procura desenvolvimento profissional na sua área de atuação, não “perca tempo” nos programas de work & travel ou simplesmente curso de inglês, ah não ser que seja para exames de proficiência ou sua empresa exige um “boost” na língua. Existem programas de estágios, cursos específicos para a sua área de atuação ou programas de pós-graduação.

Existem muitas empresas que oferecem intercâmbios. Para escolher a empresa, pesquise as opções, busque histórico dessas e o principal, veja se a empresa e a pessoa que está vendendo o programa te passa confiança. Não deixe passar nada em branco, pergunte tudo e assim poderá aproveitar essa experiência que será de valia pelo resto da vida.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Uma dose de Vitamina C



Talvez o suco mais consumido pelos brasileiros é o de laranja. Rica em vitamina C, a fruta é apreciada por quase todo o mundo. O Brasil, em especial o estado de São Paulo, é grande produtor de citros, especialmente a laranja.

Acredita-se que a cultura seja originária da Ásia e daí trazida ao Brasil no século XVI. A laranjeira é uma árvore da família Rustaceae

Temos a laranja-azeda (Citrus aurantium) conhecidas como laranjas da terra e a laranja-doce (Citrus sinesis) que são aquelas que conhecemos mais pela disponibilidade nos mercados como Pera, Natal, Valencia, Bahia, Baianinha, Lima, Piralima e Hamlim.

Além do fruto que é muito utilizado para o consumo humano, seja em sucos, geleias ou doces, a flor pode ser usada para ornamentação e as folhas para a indústria devido ao óleo essencial.

É importante, antes de formar o pomar verificar se o clima e o solo da propriedade são adequados para a produção de laranja. É muito importante também que o produtor tenha como comercializar a sua produção.

A cultura tem como pragas mais comuns ácaros, cochonilhas, mosca das frutas, minador-dos-citros, pulgões, cigarrinhas, psilídeo, bicho furão entre outras.

Muitas dessas pragas causam doenças como clorose variegada dos citros ou CVC (doença bacteriana facilitada por cigarrinhas), fumagina (doença fúngica facilitada pelas cochonilhas), leprose e falsa ferrugem (doenças facilitadas por ácaros).

Outras doenças fúngicas comuns são estiolamento ou damping-off, gomose, rubelose, verrugose e pinta preta.

Temos também doenças bacterianas como o cancro cítrico, uma das principais doenças da cultura causada pela bactéria Xhantomonas axonopodis, que requer a destruição da árvore contaminada e das árvores vizinhas num raio de 30 metros.

Outra doença que assusta os produtores é o Greening. Também é uma doença bacteriana que tem a Diaphorina citri como vetor, comum em pomares e em plantas ornamentais conhecidas como falsa murta.  Uma vez instalada, recomenda-se destruir a árvore infectada.

A produção de citros é bem intensiva, é necessário que o pomar sempre esteja bem acompanhado. Além disso, diferente de quando se produz grãos, não é possível estocar a laranja, é necessário vender assim que é feita a colheita para evitar que os frutos apodreçam e percam o valor.

Os EUA são os maiores compradores do suco de laranja brasileiro e houve uma barreira imposta, não muito tempo atrás, por “traços do fungicida carbendazim” no produto brasileiro. Se o carbendazim tem um período de carência de 7 dias e com certeza leva mais de 7 dias para o produto chegar aos EUA, será que essa barreira foi baseada em questões técnicas?

A laranja, assim como a maioria dos citros, é uma cultura muito interessante que requer cuidados constantes. Por causa da competência dos produtores brasileiros conseguimos ter suco de laranja à nossa mesa o ano todo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O uso da irrigação

Todos nós sabemos do uso da água no cotidiano. Usamos para cozinhar, para higiene pessoal, para limpeza da casa, lavar roupas e etc.

No campo, o uso da água na agricultura é primordial. As plantas necessitam da água, já que ela participa de toda a fisiologia da planta especialmente para realizar a fotossíntese e para absorção de nutrientes.

Por causa disso, qualquer escassez de água pode causar uma queda na produção agrícola. O ser humano conseguiu perceber a importância da água para as plantas e decidiu utilizar maneiras que não fizessem com que as plantas dependessem apenas da água das chuvas ou na beira da água para se desenvolverem. Assim começou o uso da irrigação

Há indícios que a irrigação começou a ser utilizada na Mesopotâmia cerca de 6000 A.C. nos rios Eufrates e Tigres, assim como no Rio Nilo, na África. Com o passar do tempo e depois de causar alguns desastres ambientais o homem desenvolveu várias técnicas que são utilizadas na produção agrícola hoje.

Cada sistema de irrigação tem suas vantagens e desvantagens e são utilizadas para melhor atender às necessidades das culturas e do produtor rural. Vamos falar de alguns dos mais comuns.


A irrigação por inundação ou por superfície é muito utilizada na produção de arroz, especialmente nos estados do RS e SC. Esse sistema consiste em, por gravidade, inundar o campo de produção. Apresenta um custo fixo e operacional baixo e não é necessário o uso de maquinas ou ferramentas muito complexas. A topografia influi diretamente nesse sistema. Além disso, apresenta baixa eficiência.
 


O sistema de irrigação por sulcos consiste na aplicação da água em sulcos canais ou corrugações. A água infiltra o solo ao longo do perímetro molhado e se movimenta lateralmente e verticalmente umedecendo o solo. O tamanho e formato dos sulcos variam de acordo com a cultura e topografia.



Um dos sistemas mais utilizados é o de irrigação por aspersão, que consiste em lançar jatos de água no ar e caem no solo simulando a chuva. É um sistema que requer mais mão de obra e tem uso de tubulações e de bombas. Temos também a micro-aspersão que tem um perímetro irrigado menos que o convencional, aumentando a eficiência chegando perto de 90%. A micro-aspersão é muito utilizada em culturas perenes.



O canhão hidráulico realiza a irrigação por aspersão a grandes distâncias. Basicamente é um canhão que lança a água. Sua eficiência é diretamente influenciada pelo vento, portanto não é indicada para lugares com muita incidência de ventos.
 



O pivô central é muito utilizado, especialmente para lavouras de milho e feijão. Sua estrutura consiste em uma tubulação metálica com aspersores em toda sua extensão. Tem torres com rodas autopropelidas que giram em torno de uma torre central. Ao final tem um canhão hidráulico para irrigar a beirada da área.




O uso de irrigação por gotejamento é muito interessante especialmente para produtores de olerícolas, flores e frutas. Esse sistema consiste em uma tubulação que goteja em determinadas partes, permitindo assim uma maior eficiência de água.
 




Além de usar esses sistemas mencionados, os produtores muitas vezes aproveitam a irrigação para aplicar defensivos agrícolas e fertilizantes (fertirrigação).

Um projeto de irrigação bem implantado pode trazer bastante lucro ao produtor, mas se for mal planejado pode causar danos ao meio-ambiente, além de trazer prejuízos ao produtor que verá seu dinheiro ir água abaixo.